
A iniciativa do Didú Russo é exemplar e fico muito feliz em ter a oportunidade de partilhar esse momento do vinho no Brasil, porém o que disse o Ciro Lilla sobre o selo fiscal martelou minha cabeça: "uma medida infantil". Parece que nosso mercado ainda é pueril, não inocente, mas
adolescente, dividido por guetos, tribos, cada um buscando uma identidade e quem sabe atravessar essa fase e tornar-se maduro.

Nosso mercado, de baixo nível profissional, não trabalha na direção do consumo e parece não conseguir equalizar o óbvio, dirigir esforços para aumentar o consumo através dos hábitos de consumo.

Não adianta departamentalizar empresas, enviar para visitar produtor no exterior, pagar comissões altas se o trabalho internamente é desorganizado, se a estrutura não está preparada para atender a demanda, se seus funcionários não tem a mínima ideia de onde vem e para onde vão seus produtos.
Passei por muitas empresas de vinho que muitos funcionários sequer bebiam vinho nas confraternizações. Como buscamos sucesso se nem nossos próprios colaboradores acreditam em nossas marcas, nem no potencial de saúde (marca mais gritante para elevar o consumo em nosso país)?
Temos muito o que fazer, se realmente estamos dispostos em realmente discutir esse tema precisamos de mais pessoas envolvidas, a discussão não deveria ser elitizada, deveria ter outros envolvidos, pessoal de campo, gente que vivencia o dia-a-dia, consumidores, leitores enfim como dizia o bordão: "GENTE QUE FAZ".
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